terça-feira, 15 de junho de 2010

Janelas que a vida não fecha

Meus planos para este ano eram completamente diferentes, desde fevereiro eu não o vivi mais, por assim dizer, neste tempo fiquei empenhado em fechar as janelas que as drásticas mudanças me mostraram, descobertas infelizes, perca de amigos, brigas familiares, pequenos detalhes que eu deixei na chuva molhando e que agora esta meio difícil recuperar.
Acredito no Difícil, mas não no IMPOSSÍVEL, junto com minha familia estamos chegando na nossa maior vitória.
Ontem la no meu trabalho eu li no verso de um creme de leite elege a receita de uma polenta ao molho madeira, senti naquele momento uma imensa saudade da polenta da minha mãe, hoje(15/06) indo visitar ela na clinica percebi que a saudade que sinto esta sendo substituída pelo amor imenso que tenho por ela, ver ela curada bem e tão linda foi tão bom pra mim, tive que ir no banheiro da clinica pra chorar um pouco, percebi naquele momento que era a primeira vez no ano que eu estava chorando de alegria, saber que na próxima segunda ela vai ter alta e vai voltar não me deixou com medo de que tudo volte, mas com esperança e certeza de que estamos fazendo o que é certo, o melhor pra ela por que a amamos, e por que o amor pela mãe é incondicional.
Ter passado esse esse período no grupo de apoio me fez ver que não sou o único, a troca de experiências, ver tantas familias reunidas pelo mesmo motivo me fez ver que não podemos desistir nem de nossos filhos nem de nossos pais, hoje foi meu ultimo dia no grupo, deveria estar triste em deixar la alguns amigos. Mas estou feliz quero continuar mesmo sem precisar para o meu ganho pessoal, por que preciso para o meu ganho espiritual.
Fecho a primeira janela molhada com a certeza de que o sol vai nascer e a água secar.

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